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Bebê sofre fratura na perna durante parto complicado no Hospital Materno Infantil da Serra

Parto complicado no Hospital Materno Infantil da Serra resulta em fratura na perna de bebê recém-nascida, mãe busca respostas.

Bebê sofre fratura na perna durante parto complicado no Hospital Materno Infantil da Serra

Bebê sofre fratura na perna durante parto complicado no Hospital Materno Infantil da Serra

No último dia 12, um parto complicado no Hospital Materno Infantil da Serra terminou com a recém-nascida com a perna direita quebrada. A mãe, Camila Lopes, de 27 anos, moradora do bairro Jardim Limoeiro, relata falhas no procedimento e busca explicações junto à equipe médica.

Fratura da perna no parto: relato da mãe

Camila Lopes, de 27 anos e residente no bairro Jardim Limoeiro, deu à luz sua filha no Hospital Materno Infantil da Serra. A comemoração pelo nascimento, porém, acabou sendo marcada por uma fratura na perna direita da recém-nascida, ocorrida durante o parto.

A gestante relatou que, na madrugada, sentiu contrações e foi ao pronto-socorro, onde foi diagnosticada com um centímetro de dilatação. As médicas a orientaram a retornar para casa e esperar o início do trabalho de parto ou comparecer no dia 20 para uma cesariana, devido à posição da bebê considerada inadequada para parto normal.

“Cheguei no materno com dor e encaminhamento, as médicas me avaliaram e disseram que eu tinha um centímetro de dilatação. Me disseram para voltar para casa e ficar atenta às contrações. Se aumentassem, deveria retornar. Caso contrário, realizar a cesárea no dia 20 de maio, pois a minha filha estava sentada.” – Camila Lopes

Na noite do dia 11, ela sentiu dor intensa e percebeu o rompimento da bolsa. Ao chegar ao hospital, mesmo com dúvidas iniciais da equipe sobre a ruptura, foi mantida em observação e internada.

“No domingo à noite, senti uma dor muito forte e fui ao banheiro. Na maternidade, o médico não sabia se a bolsa havia estourado e me deixou em observação por uma hora.” – Camila Lopes

Já na manhã seguinte, foi informado que a cesariana seria realizada, porém foi retirada do centro cirúrgico para priorizar outro parto de emergência. Quando voltou, iniciou-se o procedimento com dificuldades para localizar a cabeça da bebê.

“Quando estava pronta para anestesia, mandaram eu levantar porque outra grávida tinha urgência maior. Depois decidiram pelo parto normal porque o bebê já estava saindo.” – Camila Lopes

Durante o parto, o médico instruiu uma residente a puxar a bebê pela perna, o que resultou na fratura do membro direito.

“Não conseguiram girar a bebê pela cabeça e mandaram puxar pela perna. Quem puxou foi a residente. O médico disse que tem muita experiência, mas quem deveria ter puxado era ele, não a residente.” – Camila Lopes

Complicações durante o procedimento e críticas ao atendimento

No início da manhã após a internação, a cesariana programada para Camila Lopes foi adiada. A paciente foi retirada do centro cirúrgico para priorizar outra situação considerada mais urgente. Quando o procedimento foi retomado, o parto enfrentou dificuldades específicas.

O médico responsável não conseguiu localizar a cabeça da bebê, o que complicou a retirada da recém-nascida. Em dado momento, ele instruiu uma residente a puxar a bebê pela perna, ação não convencional que resultou na fratura do membro inferior direito da criança.

“Chegando no centro cirúrgico, eu deitei na maca, as meninas começaram a fazer todo o preparamento. Quando eu já estava deitada, que a anestesista ia me anestesiar, mandaram eu levantar da cama, da maca, porque tinha uma outra grávida ganhando neném que era mais grave que eu. Eu levantei, saí de dentro da sala do centro cirúrgico. Aí decidiram que a menina ia ganhar normal porque o bebê já estava saindo.” – Camila Lopes

“E aí, por fim, não acharam. Não conseguiram girar ela pela cabeça, e puxaram ela pela perna. Ele falou: ‘Vai ter que puxar ela pela perna.’ Aí não foi ele que puxou, foi a menina, foi a residente. Então, não é julgando ninguém, mas assim, não tem a mesma técnica, né? Ele mesmo encheu a boca depois pra falar que faz isso há 28 anos, 48 anos, enfim. Mas não é a mesma técnica. Então, se ele era o experiente ali, quem tinha que ter puxado a minha filha pela perna seria ele, não a residente. E aí ele pediu pra residente puxar, ele falou: ‘Puxa.’” – Camila Lopes

Camila Lopes atribui a fratura sofrida pela filha à imprudência da equipe médica durante o parto, questionando a condução do procedimento.

Resposta oficial da Secretaria de Saúde sobre o caso

A Secretaria de Saúde classifica o parto da paciente Camila Lopes como de “dificuldade extrema” e confirma que a bebê recebeu atendimento adequado após a fratura ser constatada.

Após o nascimento, foi identificada a fratura na perna da recém-nascida, e o tratamento foi iniciado imediatamente por um ortopedista pediátrico. Tanto mãe quanto filha já receberam alta hospitalar, e o acompanhamento com o especialista está programado.

Em comunicado, a Secretaria afirmou:

“Após o parto foi constatado que a criança havia tido uma fratura e imediatamente foi feito atendimento pelo médico ortopedista pediátrico e iniciado tratamento logo após seu nascimento. Mãe e bebê já receberam alta e o retorno com o especialista já está programado.” – Secretaria de Saúde

A Secretaria também informou que solicitou esclarecimentos adicionais à administração do Hospital Materno Infantil da Serra para apurar os fatos.

Dificuldades no pós-parto e acompanhamento da bebê

Após o parto, Camila Lopes enfrenta desafios no cuidado da filha devido à imobilização da perna fraturada da bebê. Ela relata receio em movimentar a criança, preocupada em não causar dor.

Essas limitações tornam atividades básicas, como amamentação e troca de fraldas, difíceis para a mãe no dia a dia.

A dificuldade da recém-nascida em movimentar a perna impacta diretamente no cuidado materno, exigindo atenção e paciência especiais para garantir o bem-estar da criança.

Camila Lopes destaca o impacto emocional e prático da situação, refletindo na rotina após o ocorrido.

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