Igreja e Residência dos Reis Magos, em NA na Serra, serão restauradas

O início dos trabalhos está programado para abril de 2022 e o tempo de obras previsto é de dois anos.

Por Wendon Santos Almeida

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Por Rosane Freitas

Um dos bens culturais mais importantes do estado do Espírito Santo, a Igreja dos Reis Magos, no distrito serrano de Nova Almeida (NA), e seu anexo, a Residência dos Reis Magos, ganharão projeto de restauro e readequação. O início dos trabalhos está programado para abril de 2022 e o tempo de obras previsto é de dois anos.

O projeto será viabilizado por meio do edital Resgatando a História, do BNDES, em parceria com a EDP e o Instituto Cultural Vale, e receberá apoio, também, da Biancogres.

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A Igreja de Reis Magos é uma edificação secular e que, por sua excepcionalidade, está inscrita nos livros de Belas Artes e Histórico. Tombado pelo Iphan em 1943, é um imóvel de propriedade da União – Foto: Edson Reis

O anúncio do início das obras de restauro e readequação da Igreja e da Residência dos Reis Magos foi feito na quinta-feira, dia 31 de março, na Serra.

Participaram da solenidade o Arcebispo de Vitória, Dom Dario Campos; a vice-governadora do Estado, Jacqueline Moraes; o prefeito da Serra, Sergio Vidigal (PDT); a presidente do Instituto Modus Vivendi, Erika Kunkel; a superintendente do Iphan-ES, Elisa Machado Taveira; o diretor de Distribuição da EDP no Espírito Santo, Fernando Saliba; o diretor do Museu Vale, Ronaldo Barbosa, representando o Instituto Cultural Vale, e outras autoridades e parceiros.

O prefeito Sergio Vidigal ressaltou que Nova Almeida foi palco de acontecimentos importantes que fazem parte da história do Espírito Santo.

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“Nova Almeida foi palco de momentos que fazem parte da história do Espírito Santo. A assinatura desta Ordem de Serviço foi um momento importante porque é o início de um trabalho de resgate e valorização do nosso equipamento religioso e da história da Serra. Nós desejamos que, a partir desse restauro, sejam abertas novas portas e oportunidades que vão potencializar os investimentos no turismo histórico e religioso em Nova Almeida.”, afirmou.

De acordo com a presidente do Instituto Modus Vivendi, Erika Kunkel Varejão, o trabalho executado priorizou a preservação das características originais de Reis Magos, em alinhamento aos rígidos padrões internacionais do restauro. Ao mesmo tempo, houve preocupação em trazer soluções modernas que ampliassem a conexão com a sociedade. “Esse projeto, além de toda a beleza do monumento e de seu entorno, vai contar toda a história dos aldeamentos e da passagem dos jesuítas de forma interativa e envolvente, possibilitando aos visitantes outras condições de uso, inclusive com a construção de um café e de uma loja que assegurarão sustentabilidade econômica ao empreendimento”, comentou.

“A Igreja de Reis Magos é uma edificação secular e que, por sua excepcionalidade, está inscrita nos livros de Belas Artes e Histórico. Tombado pelo Iphan em 1943, é um imóvel de propriedade da União e um dos mais importantes símbolos do Estado, o que exige permanente atenção por parte dos poderes públicos, da iniciativa privada e de toda a comunidade. O projeto que agora se inicia para a preservação e valorização desse Patrimônio Cultural Brasileiro é de grande importância para contar parte da nossa história. Desejamos que este bem possa ser usufruído por toda a comunidade e pelos turistas que visitam o local”, destacou Elisa Machado Taveira, Superintendente do Iphan-ES.

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“Para a EDP é motivo de orgulho apoiar a revitalização desses dois importantes monumentos. A Igreja e a Residência dos Reis Magos fazem parte da história do Espírito Santo e do Brasil, e nosso investimento na preservação desse patrimônio é uma mostra do nosso compromisso com a cultura do povo capixaba”, afirmou o diretor de Distribuição da EDP no Espírito Santo, Fernando Saliba.

O diretor-presidente do Instituto Cultural Vale, Hugo Barreto, não pode participar do evento, mas enviou mensagem: “É uma honra para o Instituto Cultural Vale ser parceiro dessa iniciativa que integra o projeto de desenvolvimento turístico que marca a presença dos jesuítas no Espírito Santo, junto com Santuário Nacional de São José de Anchieta e com a Igreja de Nossa Senhora da Ajuda, em Viana, cujas restaurações também abraçamos. Acreditamos que essa união com instituições públicas e privadas para cuidar da nossa história é fundamental para melhor compreensão do nosso passado e, também, para a construção de futuros”.

Na solenidade, ele foi representado pelo diretor do Museu Vale, Ronaldo Barbosa.

O gerente de Desenvolvimento Urbano, Cultura e Turismo do BNDES, Fabrício Brollo, também não pode comparecer ao evento, mas enviou mensagem destacando que a iniciativa Resgatando a História é um marco na atuação conjunta entre o setor público e a iniciativa privada para a preservação do nosso passado, da nossa história e da nossa cultura. E acrescentou: “O patrimônio histórico nacional é também um importante vetor de desenvolvimento econômico e social. O apoio ao restauro e implantação de um centro de interpretação na Aldeia de Reis Magos tem esse olhar mais amplo, que busca a preservação física, mas representa uma oportunidade de desenvolvimento local, com impactos positivos para o turismo, para a cultura e para a educação”.

Restaurar para preservar a história e garantir a transmissão para o futuro

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A recuperação deste valoroso símbolo católico prevê a construção de um centro de interpretação e obras de restauro e conservação. Contará, ainda, com um trabalho criterioso que envolve estudos do patrimônio histórico, projetos de expografia e adequações necessários para o uso moderno dos monumentos, incluindo a acessibilidade.

Centro de Interpretação

O arrojado Centro de Interpretação, planejado para dar ao monumento uma linguagem nova, interativa, permitirá ao público conhecer melhor a história da passagem dos jesuítas no Estado do Espírito Santo e dos aldeamentos do Brasil.

Uma equipe multidisciplinar composta por especialistas altamente qualificados e formada, em sua maioria, por profissionais do Espírito Santo, assina os projetos das obras de restauro e readequação. São eles: o arquiteto Augusto Pacheco; a arquiteta especialista em liturgia Raquel Schneider; a arquiteta Tatiana Alvarenga; o museógrafo Fabrício Coradello; a historiadora Maria José dos Santos Cunha; a curadora Almerinda Lopes; o designer Jarbas Gomes, entre outros.

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