Serra confirma aumento do piso salarial dos professores com retroativo desde janeiro
Piso salarial é reajustado na Serra, com pagamento retroativo a janeiro de 2025 para professores da rede municipal.

Serra confirma aumento do piso salarial dos professores com retroativo desde janeiro
Piso salarial dos professores da rede municipal da Serra será reajustado após notificação do Ministério Público Federal. Nesta terça-feira (20), a Prefeitura confirmou o pagamento retroativo desde janeiro de 2025, adequando os salários ao valor legal. A medida visa resolver o problema do pagamento abaixo do piso nacional do magistério, com trâmites legais já em andamento.
Pagamento de piso salarial abaixo do legal na Serra
Em 2025, o piso salarial nacional dos professores recebeu um aumento, ficando em R$ 4.867,77 para uma jornada de 40 horas semanais. Entretanto, em Serra, os docentes que cumprem carga de 25 horas por semana deveriam receber o valor proporcional de R$ 3.042,35.
Até o mês de maio, o pagamento feito aos educadores estava abaixo do previsto, em R$ 2.903,49, ou seja, quase R$ 139 a menos do que a legislação estabelece. Essa disparidade representou uma diferença nos salários que precisava ser corrigida para garantir o direito dos professores.
Esse cenário indicava que o pagamento estava fora das regras estabelecidas pelo piso nacional do magistério, gerando a necessidade de ação por parte da administração local para resolver a questão e evitar consequências legais.
Projeto de lei e ações do MPF para garantir direitos dos professores
A Prefeitura da Serra comunicou que enviou um projeto de lei para a Câmara Municipal da Serra com o objetivo de atualizar o piso salarial dos professores. Após a aprovação da proposta, o novo valor será implementado para todos os professores que trabalham na rede municipal, vinculados à Secretaria Municipal de Educação.
Essa iniciativa ocorre em resposta à notificação feita pelo Ministério Público Federal (MPF), responsável por alertar a prefeitura sobre o pagamento abaixo do piso nacional. O MPF também notificou 59 municípios do Espírito Santo, cobrando a adequação ao piso previsto em lei.
O procurador da República, Carlos Vinicius Soares Cabeleira, destacou a intenção de resolver esses casos sem recorrer à Justiça. Segundo ele:
“Demos 60 dias para a resposta inicial e veremos se estão com disposição para resolver o problema, ou não, e vamos tentar, por meio de tratativas extrajudiciais, chegar a um acordo com os municípios para que efetivamente implementem o piso. Se não se mostrarem dispostos a resolver, vamos encaminhar para a Justiça. Mas a gente espera que haja uma mobilização das administrações sem que precise levar para a Justiça” – Carlos Vinicius Soares Cabeleira.
O objetivo dessa atuação é garantir que os direitos dos educadores sejam respeitados de forma voluntária, evitando conflitos judiciais e assegurando o cumprimento da Lei nº 11.738/2008.

