Majeski pede suspensão de TAG do Tribunal de Contas que transfere quase 20 mil alunos às escolas municipais

“As prefeituras não estão dando conta daquilo que elas têm para fazer.”, diz Majeski

Por Wendon Santos Almeida

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Por Léo Júnior

Professor com mais de 30 anos de experiência em sala de aula, o deputado Sergio Majeski (PSDB) ingressou com Representação no Ministério Público do Espírito Santo (MPES) para a suspensão do Termo de Ajustamento de Gestão (TAG) do Tribunal de Contas (TCE-ES) que obriga as prefeituras a assumirem, já em 2023, todas as turmas das séries iniciais do Ensino Fundamental que estão nas escolas estaduais.

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Deputado recorreu ao MP por paralisação da proposta, de modo que sejam realizadas audiências públicas e debates entre o público e comunidade escolar e que tenha aval dos conselhos de educação e representações da sociedade – Foto: Ellen Campanharo

A migração envolve 39 municípios e, reproduzindo as matrículas do ano letivo vigente (com 17.292 crianças) para 2023, poderá levar quase 20 mil alunos às redes municipais de educação.

“As prefeituras não estão dando conta daquilo que elas têm para fazer. A maioria dos municípios não paga o piso nacional do magistério e alguns pagam apenas um pouquinho acima do salário mínimo. Absorvendo mais esse quantitativo de alunos oriundos do Estado, quando é que essas prefeituras vão conseguir pagar o piso aos professores? Qual é o planejamento estrutural que está em andamento para não prejudicar os alunos e as famílias? Qual investimento será realizado para dar conta da ampliação repentina das matrículas? O TAG apresenta termos draconianos devido às exigências que faz aos municípios e ao Estado. A maioria dos municípios não tem condições de atingir as obrigações”, destaca Majeski.

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No pedido de paralisação do TAG, Majeski inclui a necessidade de ajuste no prazo para cumprimento dos objetivos definidos; que sejam realizadas audiências públicas e discussões nas esferas públicas envolvidas e com a comunidade  escolar;  e  que haja aval dos conselhos estadual e municipais de educação e das organizações representativas da sociedade civil para que o instrumento de controle seja devidamente elaborado de forma adequada à realidade do Estado e dos municípios capixabas.

Dos  39  municípios envolvidos no processo de migração, Serra, Cariacica e Santa Maria de Jetibá, São Mateus, Venda Nova do Imigrante, Cachoeiro de Itapemirim e Linhares são, respectivamente, os que mais vão receber alunos.

A quantidade de alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental que estão atualmente nas escolas do Estado em cada município: Afonso Cláudio  426,  Alegre 346, Alfredo Chaves 80, Barra de São Francisco 289, Boa Esperança 128, Brejetuba 282, Cachoeiro de Itapemirim 506, Cariacica 1.682, Colatina 254, Conceição da Barra  399,  Domingos Martins 257, Ecoporanga 266, Governador Lindenberg 333, Guarapari 30, Ibiraçu 31, Ibitirama 144, Itaguaçu 82, Itapemirim 176, Itarana 103, Iúna 140, Jerônimo Monteiro 58, Laranja da Terra 77, Linhares 480, Montanha   52,   Muniz Freire 232, Muqui 16, Nova Venécia 169, Pancas 222, Pedro Canário 130, Pinheiros 225, Ponto Belo 20, Santa Maria de Jetibá 1.322, Santa Teresa 98, São Gabriel da Palha 209, São Mateus 894, São Roque do Canaã 257, Serra 5.830, Venda Nova do Imigrante 777, Vila Valério 270, érfazendo  um  total  de 17.292 alunos.

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