Políticos com prazo de validade

Saber a hora de parar uma carreira política. Saber a hora de parar uma carreira política, é ter muita sabedoria. Hora de pendurar as chuteiras, em qualquer atividade é muito difícil. Tem que ter uma apurada auto crítica. Um bom exemplo foi o radialista Gerson Camata, que nunca perdeu uma eleição. Foi vereador, deputado estadual, […]

Por Adwalter Brunow

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politicos com prazo de validade

Saber a hora de parar uma carreira política.

Saber a hora de parar uma carreira política, é ter muita sabedoria. Hora de pendurar as chuteiras, em qualquer atividade é muito difícil. Tem que ter uma apurada auto crítica. Um bom exemplo foi o radialista Gerson Camata, que nunca perdeu uma eleição. Foi vereador, deputado estadual, deputado federal, governador e senador por dois mandatos.

Quando sentiu que seu prazo de validade já estava no final, se retirou de cena. Invicto. Temos outros exemplos como o senador Moacyr Dalla e o ex-governador Paulo Hartung. Hartung parece que se despediu. Não da vida pública. Mas das disputas.

As eleições de domingo, 2 de outubro de 2022, nos mostrou exemplos pelo Brasil afora. Alguns coronéis deram adeus, forçados pela vontade popular. No Amazonas, Amazonino Mendes; em Goiás, Roberto Perilo; no Rio de Janeiro, César Maia. No Espírito Santo, alguns considerados imbatíveis no passado, tiveram por parte do eleitor, um ultimato: Max Mauro Filho, Rose de Freitas, Luiz Durão, Marcos Madureira, Marcelino Fraga, entre outros.

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Em São Paulo, despediu-se da vida pública, o ex-governador José Serra que não se elegeu deputado federal. Foi governador, senador, ministro e disputou a presidência da República. Eduardo Cunha, todo poderoso ex-presidente da Câmara Federal, teve pouco mais de 5 mil votos. E o eleitorado deu outros exemplos de insatisfação. A deputada Joyce Hasselmann, que foi eleita há quatro anos com mais de um milhão de votos teve agora 14 mil. Levou cartão vermelho.

Até o famoso ator de pornografia Alexandre Frota, que na onda do bolsonarismo foi eleito deputado federal, agora tentou para estadual e teve 24 mil votos, que não dá nem para se eleger vereador em São Paulo. Mesmo com apoio do Lula. E Alexandre está em maus lençóis porque já está com idade avançada para ser ator pornô, com real possibilidade de brochar na cena principal.

Melhor sair de cena antes do que correr o risco de se tornar “Mulher de Malandro” levando uma surra toda vez que disputar um pleito eleitoral.

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Bom exemplo também nos deu o professor e advogado Lézio Sathler. Eleito para deputado federal por duas vezes. Uma como titular, em 1988, quando foi parlamentar constituinte. Outra vez foi suplente e acabou assumindo o mandato. Depois perdeu e não mais disputou. Exemplo de bom senso e sabedoria. Hoje leva uma vida tranquila em seu sitio, longe dos holofotes, mas feliz com sua família.

E Colatina nos dá outros exemplos, como os ex-prefeitos Tadeu Giuberti, Syro Tedoldi Netto, Devacyr Mário Zaché e Paulo Stefenoni. É melhor sair por cima, do que acumular derrotas.

(*) o autor é advogado, jornalista e diretor da Rede Diário-ES.

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