É da Baía de Vitória que elas tiram o sustento

Mulheres que Inspiram: Elas buscam o sustento no mar. A tradição é o que marca a história dessas três mulheres.

Por Wendon Santos Almeida

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Por Camila Soares

O sustento muitas vezes vem pelas mãos delas. Elas são marisqueiras, pescadoras, desfiadeiras, cozinheiras, todas moradoras de Vitória e com narrativas que se cruzam em muitos momentos.

As histórias de Simone Leal, Fernanda Eller e Tatiana Correia, conhecida como tia Tati, têm um ponto de partida em comum: a Baía de Vitória. “Nascida e criada na comunidade da rota pesqueira que tem muito acesso a peixe e mariscos, eu fui aprendendo que dali eu conseguiria tirar um sustento pra mim”, conta Fernanda Eller, moradora de Jesus de Nazaré.

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Tatiana Correia, conhecida como tia Tati, têm um ponto de partida em comum: a Baía de Vitória. “Nascida e criada na comunidade da rota pesqueira

Há 15 anos, ela começou a se envolver diretamente com o setor pesqueiro. Abriu a empresa Eller Pescados, e fazia entrega de peixes e mariscos frescos em regiões onde o acesso a esses produtos era mais difícil. Por falta de orçamento, precisou dar uma parada no negócio, e agora está retomando a realização desse sonho, com orientação do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Espírito Santo (Sebrae-ES).

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“Eu estou vindo de uma forma diferente, estou tentando me capacitar, porque eu sei que a mulher tem o direito de estar no mercado. Essa é a área que eu me identifiquei e creio que é aqui que vou realizar o meu objetivo e o meu sonho”, conta a empreendedora.

É da maré capixaba e da tradição familiar que as moradoras da Ilha das Caieiras também fazem a renda. O conhecimento passado por gerações foi o que ajudou a tia Tati a sair do sufoco e empreender na produção de tortas capixabas. “Comecei a produzir tortas para vender em 2003. Estava em um momento complicado e a venda das tortas foi um alívio, um sustento pra mim”.

Além da torta, tia Tati também produz diversos outros produtos, inclusive o quibe de siri, que é o carro chefe durante todo o ano. Mas para ela, fazer a iguaria capixaba também tem um valor afetivo. “A torta capixaba foi passada por gerações, e eu aprendi com a minha mãe, desde novinha. Eu gostava muito de estar na cozinha, e vendo minha mãe ali, eu fui aprendendo e me apaixonando pela culinária. A torta já é a marca da Ilha das Caieiras e é também muito marcante pra mim. Estar ali produzindo tortas me lembra muito a minha mãe e é muito especial cada etapa, cada momento”, relembra.

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Simone Leal, já até se acostumou, há cerca de 15 anos ela se juntou com outras 10 mulheres e começou o trabalho de vender tortas avulsas para os clientes

Com a proximidade da Páscoa, as cozinhas estão cada vez mais cheias e os pedidos de encomendas não param de chegar. A Simone Leal, já até se acostumou, há cerca de 15 anos ela se juntou com outras 10 mulheres e começou o trabalho de vender tortas avulsas para os clientes. Hoje, ela tem a empresa dela, Mariscos da Simone, é pescadora, desfiadeira, faz eventos e topa qualquer desafio.

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“Tudo que eu tenho é graças a Deus e ao mangue, de onde retiro os ingredientes para transformação da famosa torta capixaba”, ressalta Simone.

A empreendedora já participou de diversas palestras online sobre empreendedorismo oferecidas pelo Sebrae-ES que a ajudaram na divulgação e apresentação do produto. Mesmo orgulhosa e grata pela profissão, ela ainda sente falta da presença de mulheres encarando o desafio de empreender. “as mulheres precisam ocupar mais espaços, temos vários talentos”, comenta Simone.

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Fernanda Eller, moradora de Jesus de Nazaré, há 15 anos começou a se envolver diretamente com o setor pesqueiro

Essa percepção é confirmada pelos dados da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C), que aponta que 36,5% dos empreendedores capixabas são mulheres. Para tia Tati, empreender foi uma decisão acertada.
“O empreendedorismo mudou minha vida. Posso trabalhar dentro de casa, tendo tempo para organização de tudo, decidindo o tempo em que trabalho sem ter uma carga horária pesada pra idade que tenho, e tendo uma vida financeira boa. Não tem coisa melhor”, finaliza.

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