Produtores revoltados com políticos, Vale e a Samarco.

Produtores Rurais do norte e noroeste do Estado, revoltados com políticos, Vale e a Samarco. A espera tem sido longa. Seis anos já passaram desde que aconteceu a tragédia de Mariana, o maior crime ecológico do mundo, quando um lamaçal de produtos químicos invadiu as águas do rio Doce, desde Minas até a foz no […]

Por Adwalter Brunow

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Produtores Rurais do norte e noroeste do Estado, revoltados com políticos, Vale e a Samarco.

A espera tem sido longa. Seis anos já passaram desde que aconteceu a tragédia de Mariana, o maior crime ecológico do mundo, quando um lamaçal de produtos químicos invadiu as águas do rio Doce, desde Minas até a foz no oceano Atlântico.

Milhares de pessoas prejudicadas, a natureza em decomposição e a inércia das empresas causadoras deste crime, tendo como coadjuvante a classe política, que se cala e não luta pelos direitos de quem necessita.

Fazemos aqui somente uma reparação: o deputado Marcos Garcia é o único que tem se prontificado a defender os prejudicados por esse crime.

Inconformados com a atitude do governador Renato Casagrande (PSB) com relação a indenização de lavouras no norte e noroeste do Estado, que a Samarco deve; já reconheceu em alguns casos a dívida, e passados seis anos ainda não efetuou o pagamento, os produtores rurais das regiões citadas, lamentam o fato e dizem que estão tristes com o governador.

“A única arma que temos é fazer uma campanha contra a reeleição do governador, que nos despreza e trata com pouco caso o problema que aflige dezenas de produtores que foram prejudicados com o lamaçal da Samarco em 2016. É uma vergonha que depois de tanto tempo o problema ainda não tenha sido resolvido. Nem mesmo a Justiça consegue dar um basta no crime ecológico praticado pela Samarco. “– desabafa um produtor rural de Linhares.

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Em seu relato, o mesmo produtor que preferiu não se identificar temendo represálias, salientou que em alguns casos, existe um laudo técnico encomendado pela Fundação Renova, que admite a contaminação das lavouras desta região, pelas águas que desceram através do rio Doce, trazendo o lixo de Mariana, na tragédia conhecida mundialmente.

“Se admitem a culpa, porque não pagam?” – questiona um produtor. “O desespero é visível nas faces de todos nós, que cultivamos a terra e dependemos dela para nossa sobrevivência. No entanto, todo o nosso lamento não é ouvido pelas autoridades. A situação é insuportável e fazemos um apelo de público para que o governador Renato Casagrande, investido neste importante cargo que nos representa, que interceda junto a Samarco/ Vale/ BHP e Fundação Renova no sentido de buscar uma solução” – acrescenta.

“Se a Justiça não resolve, a classe política se omite, a quem vamos recorrer?” – lamenta o produtor rural. “O que queremos é somente o nosso direito. Fácil de resolver para uma empresa que fatura ao ano mais de R$ 20 bilhões de reais. Para nós seria o reconhecimento de nossa luta, de um povo que produz alimentos, que trabalha para o engrandecimento desta nação” – finaliza.

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