O significado da candidatura de Rigoni ao Governo do Espírito Santo

O Espírito Santo vive ciclos políticos de aproximadamente 20 anos. Tivemos, recentemente, o de Vitor Buaiz e José Ignácio, e este ano se encerraria o de Paulo Hartung e Renato Casagrande, que pode ser estendido por mais quatro anos devido ao mandato de intermédio de Hartung. As eleições de 2022 se tratam de qual estado […]

Por Erik Zannon

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O Espírito Santo vive ciclos políticos de aproximadamente 20 anos. Tivemos, recentemente, o de Vitor Buaiz e José Ignácio, e este ano se encerraria o de Paulo Hartung e Renato Casagrande, que pode ser estendido por mais quatro anos devido ao mandato de intermédio de Hartung. As eleições de 2022 se tratam de qual estado o eleitor deseja para o futuro e, se tem um candidato que tem essa resposta, é Felipe Rigoni.

Deputado federal Felipe Rigoni (UB), pré-candidato a governador do Espírito Santo.

Foto: Divulgação

Um recomeço no União Brasil

Mostrando sua força como articulador, Felipe conseguiu o controle do partido com mais recursos nesse pleito, derrotando a família Ferraço. Diferente do que muitos acham, a saída posterior de todos os mandatários e de caciques não foi uma derrota: na verdade era o que Rigoni precisava para realizar seu projeto liberal e renovador, sem lançar entre seus pré-candidatos algum que buscava a reeleição. Esse fato dá ainda mais legitimidade à narrativa a qual o deputado construirá nessas eleições.

Ele apresenta planos ambiciosos para a população: transformar, nos próximos vinte anos, o nosso estado no mais rico do país; dar voz à juventude e colocar os desejos dos capixabas em seu plano de governo através de entrevistas com os cidadãos comuns e composições com grupos — desde movimentos liberais, passando por universitários, e chegando até em evangélicos —, equilibrando, assim, o poder das redes sociais e as benesses das alianças políticas e da penetração na sociedade. O leque o coloca como candidato da renovação. Porém, diferente de um outsider, é alguém que já demonstra resultado com seu mandato respeitado em todo o Brasil, ou seja, transmite seriedade ao eleitor. E é nessa linha que ele pretende crescer nos próximos meses e se tornar o único concorrente viável de Casagrande, o que é uma luta difícil, considerando que o espírito-santense geralmente prefere a segurança daquilo que já conhece a fazer uma grande aposta em um jovem determinado.

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Por outro lado, os outros concorrentes do governador incumbente são fracos e descreditados. Manato só consegue votos dos bolsonaristas e, ainda assim, apenas de uma parcela deles. Audifax foi indeferido pela opinião pública, considerado um prefeito medíocre. Guerino é apenas uma velha raposa. Contarato é um poste petista com o único objetivo de pressionar Casagrande a apoiar Lula no primeiro turno ou atrapalhar a candidatura de Rentato caso ele não ceda. E Musso, sem sal. Se Felipe Rigoni conseguir aproveitar-se das brechas de seus oponentes, seu crescimento torna-se tangível, e será naturalmente impulsionado.

Os escândalos de Guerino Zanon

Guerino Zanon foi prefeito de Linhares por cinco mandatos e foi por duas vezes deputado estadual, chegando a se tornar presidente da Ales. Ocupou também o cargo de secretário de esportes e lazer por dois períodos nos governos Hartung. Por mais que seja um currículo invejável para qualquer político, principalmente para os novatos, Zanon é marcado por escândalos que prejudicarão sua corrida ao Palácio Anchieta: vetou a Ficha Limpa Municipal, ofendeu um delegado que participou da Operação Derrama, que prendeu-o, junto de outros 10 ex-prefeitos — incluindo a esposa de Theodorico Ferraço, Norma Ayub —; foi investigado junto a Ayub, Manato e Casagrande por ter recebido R$ 160 mil em propinas na Operação Lava Jato e, por último, seu mandato na prefeitura foi cassado em 2011 por impobridade administrativa, que teria causado R$ 1.2 milhão em danos ao erário (muito embora Guerino tenha vencido o recurso).

Tanto sua trajetória na justiça quanto o fato de nunca ter sido devidamente punido são ocorrências que podem ser usadas contra ele por seus adversários nesse pleito, conquanto com o devido cuidado, para que o ex-prefeito não vire o jogo com marketing se colocando como injustiçado e perseguido, causando o efeito oposto do desejado, ou seja, crescimento de sua intenção de voto.

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O futuro de Rigoni

Felipe se firmará em sua campanha ao governo como alternativa aos políticos tradicionais, esperança de renovação e representante da juventude capixaba, o que lhe trará bons frutos, mesmo que não seja eleito.

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