“Desajustados” derrubaram uma Presidente – Chegou a hora de mudarem o Brasil

A saída de Sérgio Moro da corrida presidencial matou a terceira via como vinha sendo desenhada até então. Nada mais justo que os criadores da ideia — os membros do Movimento Brasil Livre — retomem a dianteira e construam uma nova via: vencedora, polêmica e que realmente incomode Lula e Bolsonaro. No fim só resta uma […]

Por Erik Zannon

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Rede Integrada de Segurança da Serra

A saída de Sérgio Moro da corrida presidencial matou a terceira via como vinha sendo desenhada até então. Nada mais justo que os criadores da ideia — os membros do Movimento Brasil Livre — retomem a dianteira e construam uma nova via: vencedora, polêmica e que realmente incomode Lula e Bolsonaro. No fim só resta uma opção: Renan Santos.

O ideário de uma candidatura disruptiva encabeçada pelo Coordenador Nacional do MBL, Renan Santos, é longínqua, vem do início de 2021 e começou a ser difundida pelo analista político Eduardo Bisotto, no MBL News. Na época, foi considerada uma piada, porém o colunista que vos escreve sempre levou com extrema seriedade e começou, junto a Bisotto, a difundir a mensagem internamente para criar apelo. Estávamos indo muito bem, até que o ex-juiz e ex-ministro Sérgio Moro encerrou seu contrato no exterior visando lançar sua pré-candidatura à presidência da república, e já que foi considerado um nome viável para liderar a terceira via, angariou com velocidade a simpatia de nossos militantes e também de outros grupos.

Renan dos Santos, Coordenador do Movimento Brasil Livre

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Meses depois ele desiste de tentar ser presidente para se filiar ao União Brasil e participar de um projeto político em São Paulo — provavelmente como candidato a deputado federal —, e então, como uma Fênix, Renan Santos ressurge das cinzas, tendo seu nome impulsionado pelos mesmos dois indivíduos, e mais do que nunca o apoio se alastraria nas redes, em um público órfão no pleito mais importante de suas vidas.

Renan fundou o Movimento Brasil Livre junto de seu irmão, Alexandre, e com o tempo conquistaram audiência e militância para tornar o MBL no que conhecemos hoje, o maior movimento liberal do Brasil. Nesse meio tempo, liderou junto de seus amigos a luta bem sucedida pelo Impeachment de Dilma Roussef e defendeu pautas importantes no governo Temer. No segundo turno das eleições presidenciais, foram praticamente obrigados a fazer campanha contra o PT, mas ainda em maio de 2019 romperam completamente com o novo governo, que já mostrava sinais de corrupção e do desastre que se tornaria. Não existe ninguém mais capaz de liderar hoje o projeto para derrotar Lula e Bolsonaro, nem há político com chances de crescer e conquistar público através do disruptivismo.

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Dominic Cummings, a liderança disruptiva, Zelensky e Renan

Um dos maiores líderes do Partido Conservador Britânico, Dominic Cummings, escreve sobre um modelo de liderança disruptiva em um artigo para o Management Today, defendendo esse tipo de liderança contra o status quo nos dois partidos dominantes, o dele e o Trabalhista. Cummings diz que a classe política, que não consegue acompanhar os avanços tecnológicos e sociológicos contemporâneos, atrasa as reformas essenciais de seu país. A única saída para isso, seria uma liderança disruptiva com forte apoio popular, o próprio atual primeiro-ministro, Boris Johnson, era considerado um libertário disruptivo quando era prefeito de Londres, tendo moderado seu discurso no processo de derrubar sua antecessora, Theresa May, que não obteve sucesso em negociar o Brexit, a deixa britânica da União Europeia chancelada pela população através de um referendo em 2016, que quase culminou na independência da Escócia. Outras lideranças paginadas como disruptivas foram Donald Trump e o novo herói do ocidente, Volodymyr Zelensky, cujo foi o maior caso de sucesso. Graduado em Direito, nunca exerceu essa atividade, abraçando a carreira humorística. O atual presidente ucraniano atuou como um professor de história que é gravado quando se indigna com o quadro eleitoral de seu país, sendo um sucesso nas redes sociais e eleito através delas em seu partido Servos do Povo. No final de 2018, ele lança sua candidatura em um partido de mesmo nome, sendo tido como piada no início, ele foi eleito assim como no seriado, através das redes sociais, com 73% dos votos no segundo turno. Durante seu governo, teve aprovação popular e liderava as pesquisas, por ser considerado um presidente sem rabo preso, que não deixava questões internas ou externas ameaçarem seu governo, assim conseguiu que seu partido obtivesse maioria nas eleições legislativas. A postura de Zelensky não o permitia que fosse capacho da Rússia, culminado numa invasão com pretextos absurdos de desnazificar um país liderado por um judeu. Primeiro afirmando que só queriam garantir a independência e posterior fusão com o país das repúblicas separatistas de Donetsk e Lugansk, os russos cometeram atrocidades e crimes de guerra, como o massacre na cidade de Bucha, descoberto após os ucranianos retomarem esse território. Zelensky foi considerado um símbolo de resistência em seu país e no resto do mundo, por não ter fugido de sua nação e incentivado a resistência popular com armamentos e ensinando a fabricarem coquetéis molotov. Para muitos, essa é uma das principais causas da invasão de Putin não obter os sucessos desejados.

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Renan Santos é o único cidadão com capacidade de representar para o Brasil o que Zelensky representou para a Ucrânia. Com uma defesa inovadora do liberalismo nesse país, ideologia que sempre foi dominada por discursos libertários simplistas e toscos, o líder chama atenção quando se indigna com bancos e com oligopólios. Também emite declarações polêmicas no meio liberal, como a defesa da industrialização do nordeste e do aumento da nossa produção de bens, como chapas de aço que poderíamos produzir aqui, mas seguimos o caminho de exportar o aço e importar as chapas da China, essas posições são justificadas pela carreira que o Coordenador teve como empresário. Aliado de um bom projeto de governo e da campanha nas redes que o MBL ditou a maneira como é feita desde 2015, Santos se torna o único nome com viabilidade para crescer. Tudo isso será maximizado se ele conseguir comparecer os debates e apontar o dedo na cara de seus adversários sem qualquer receio de parecer deselegante.

O que sucederá desse pleito, só o tempo poderá dizer. O que minha visão e análise diz no atual cenário é que sem Renan e o MBL, o país está fadado a ter Lula e Bolsonaro como suas opções, e não tenho dúvidas de que não é isso que nosso amado Brasil merece.

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